terça-feira, 5 de setembro de 2017

Devolutivas sobre trabalhos Escolas Inteligentes e Disruptivas

Devolutiva do trabalho realizado no CEDUP Renato Ramos da Silva, com o tema: Escolas Inteligentes e Disruptivas.

Trabalhos disponíveis para consulta:


https://drive.google.com/file/d/0B_obiq2CFNiaWEV1Q0Y3c0llcHM/view?usp=sharing
Escolas Inteligentes e Disruptivas - 1ºano01 - Bio - Bruno Rodrigues-Gian Matozo-Julio Sturcio-Mariana Nunes-Micaele Dacol-Pamela Hartmann-Rosa Nathali-Valéria Soares-Vitor Scotti

https://drive.google.com/file/d/0B_obiq2CFNiaNmNOTW9PcUxqaGc/view?usp=sharing
 - REIB - 2ºano01_-_RH - ALICE COSTA MADRUGA-ANA PAULA SCHTCK-BRUNA DA ROSA COSTA-CAROLINE HUGEN ANDRADE-EDUARDA GASPAR DE OLIVEIRA-ROBERTA RIBEIRO DA SILVA

https://drive.google.com/file/d/0B_obiq2CFNiaaUZ6TmpULWpZTEU/view?usp=sharing
Smart Schools - 1ºano01_-_Bio - Ana Flávia-André-Diogo-Felipe-Gabriela e Rafaela



Vídeos produzidos pelos alunos:


Escolas Inteligentes e Disruptivas

Trabalho realizado pelos aluno do segundo ano "1" do Tec. de Informatica:

Alisson Seifert

Bruna Camargo
Georgea Wolff
Matheus Waldrigues
Robson Alberi



Entrevista - Prof Wilson, Elisabeth e Evertom
Trabalho realizado pelos alunos do 2º02 Informática:
Paulo Gabriel
João Vitor Corrêa
João Vitor Oliveira
Gabriel Borges
Vinícius Amaral
Yago Uriel



Outros vídeos apresentados:


Another brick in the wall - Pink Floyd
Diversos grupos



 A Educação no Brasil - Mauricio Ricardo
1° ano 01 – Biotecnologia
Alunos: Bruno Rodrigues
Gian Matozo
Julio Sturcio
Mariana Nunes
Micaele Dacol
Pamela Hartmann
Rosa Nathali
Valéria Soares
Vitor Scotti


sexta-feira, 4 de agosto de 2017

O Futuro do trabalho

O mundo esta mudando, a sociedade esta em constante mutação e os modelos de trabalho e as profissões também, para nos prepararmos para o futuro precisamos estar antenados à essas transformações e ligados nas tendencias.


All work and all play (legendado)




O mercado evolui mais rápido do que as teorias acadêmicas ou mentalidade individual.
As novas gerações não reconhecem hierarquias verticais e figuras de autoridade.
Todos são iguais na internet, e sem capacidade de comunicação você não será capaz de conseguir uma promoção ou poderá sofrer com a falta de equilíbrio entre trabalho e vida pessoal.

Este mesmo mercado, que há 20 anos exigia apenas títulos acadêmicos, hoje requer habilidades extras – habilidades de comunicação, inteligência emocional e social.
Enquanto que no passado habilidades como gestão emocional, empatia, habilidades interpessoais, vendas, resolução de conflitos, liderança ou motivação eram considerados ativos adicionais, hoje eles se tornaram obrigatórios.

Uma pesquisa realizada pela Career Builder nos EUA mostra que 71% dos empregadores consideram a inteligência emocional ser mais importante do que inteligência racional.

A saturação de graduados no mercado reduz permanentemente o valor dos títulos acadêmicos e leva a um aumento do desemprego entre os licenciados.
Essas mudanças criaram uma abundância de profissões “soft-skill” que não podem ser aprendidas nas escolas, que não são reguladas por universidades e que uma pessoa mediana não entende e muitas vezes rejeita.

Apesar disso, essas posições são excepcionalmente lucrativas porque cada uma delas oferece um potencial de ganhos ilimitados e a liberdade de escolher o seu próprio horário de trabalho.



O Futuro das Profissões


Panorama do Brasil



Profissões ligadas às tecnologias


Novas profissões que vão bombar muito no futuro


Carreiras que promovem o bem estar



No site Guia do Estudante você encontra diversas dicas e perfis de profissões para você conhecer um pouco mias sobre cada uma delas e realizar sua escolhas profissional de forma consciente.



Novos modelos, novas profissões:

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Para Schumpeter, o motor da mudança é sempre o empreendedor: é ele que age como fermento no processo de “destruição criativa”, permitindo que a economia renove a si mesma e um novo ciclo comece.

O economista Andrew McAfee sugere que provavelmente os androides vão tomar nossos empregos — ao menos os tipos de empregos que conhecemos agora.


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Táxis e ônibus rodarão sem motoristas no Japão

A DeNa e a ZMP, duas empresas japoneses do ramo de internet móvel e transporte, se uniram para desenvolver veículos que funcionem sem o comando de nós, seres humanos. Segundo o Wall Street Journal, o objetivo das empresas é disponibilizar, em breve, táxis e ônibus sem motoristas.

As empresas já desenvolvem projetos do tipo. A DeNa é, inclusive, parceria da Nintendo no desenvolvimento de jogos para smartphones. Já a ZMP atua especificamente na criação de meios tecnológicos para carros autônomos. O modo como tudo vai funcionar, porém, está sob sigilo, uma vez que a tecnologia ainda funciona em estágio de desenvolvimento.

No entanto, as empresas ainda não informaram quando a tecnologia vai estar disponível e nem se pretendem levá-la para outros países, além do Japão.

3 características humanas que as máquinas não conseguem desenvolver

Fonte: Revista Época


Também segundo a Revista Época, um dos destaques é o estudo de Carl Frey e Michael Osborne, da Universidade de Oxford, cujo resultado é um índice de risco das profissões que varia de 0% (sem risco de desaparecer) até 100% (VAI DESAPARECER).

Destaco algumas delas:

Menos ameaçadas – Terapeuta recreacional, nutricionista, coreógrafo, professor do ensino fundamental, curador de exposições, etc.

Pouco ameaçadas – Advogado, artesão, chef, repórter, ator, etc.

Mais ameaçadas – Padeiro, garçom, despachante, corretor de imóveis, juiz de futebol, operador de telemarketing, etc.

Resultado de imagem para não é o mais forte que sobrevive nem o mais inteligente mas o que melhor se adapta às mudanças



Qual é o Papel do Trabalho na sua Vida?








O trabalho no capitalismo tem como base a competição que é natural em uma economia baseada na escassez. Outra premissa do capitalismo atual é que uma pessoa deve ter UM emprego do qual irá retirar sua principal renda.

Algumas décadas atrás, a economia era exclusivamente baseada em um modelo econômico feroz, onde o único objetivo era crescer e ganhar dinheiro, e as relações humanas eram deixadas em segundo plano. Felizmente, está surgindo uma nova geração capaz de desafiar todos esses modelos vigentes e ainda sim se dar muito bem no que se propõe, onde reputação passa a ser moeda mais poderosa que o dinheiro.


  No livro “Como encontrar o trabalho de sua vida”, Roman Krznaric descreve de forma clara como podemos rever nossos conceitos para buscar um trabalho que realmente nos motive.
Roman Krznaric defende que uma das soluções para o mundo é fomentar a empatia como forma de aproximar as pessoas para criar um futuro melhor.

Segundo o palestrante Marcio Okabe:
“As pessoas devem sair da ‘Matrix’ e do modelo de competição e buscarem modelos colaborativos onde a CONFIANÇA seja o principal critério de decisão.


O crescimento de espaços de coworking e o aumento do trabalho Home Office são sinais das mudanças que apenas começaram.


Como funciona uma coworking?



Em uma economia baseada em confiança aliada à facilidade de comunicação, não haverá motivos para um emprego em tempo integral.





É o caso de Adrian Hoppel, um webdesigner da Filadélfia que há alguns anos adotou um modelo inusitado para cobrar de seus clientes: o Gift Economy (algo como: Economia do Presente), onde ele faz o site que um cliente solicita e dá para a pessoa como um presente, e confia que o cliente irá lhe presentear de volta com um valor que ele considera justo para o seu trabalho. E funciona!



Resultado de imagem para Adrian HoppelO próprio Hoppel explica em seu blog sua nova filosofia:
“Se nós decidirmos trabalhar juntos, eu vou construir um site como um presente. Depois que estiver pronto, eu o entrego a você. Então, se considerar que o projeto valeu a pena, pode escolher algo justo como presente. Não há nenhum contrato, nenhuma negociação, nenhuma pressão.” Fonte: PEGN




Se a felicidade é feita de momentos, os profissionais que ajudarem a criar encontros e experiências serão valorizados.




Outros exemplos são os blogueiros:


Como blogueiros ganham dinheiro








quinta-feira, 22 de junho de 2017

Diálogos Urgentes - Sessão e debate do filme "Bike vs Cars" - Centro Cultural Vidal Ramos SESC




A imagem pode conter: 1 pessoa, bicicleta e atividades ao ar livre

A programação é gratuita e acontece nos teatros do Sesc toda última quarta-feira do mês, com sessões comentadas de filmes contemporâneos que trazem temas atuais e pertinentes ao momento. 

Sinopse: Em tempos de uma crise generalizada, é necessário relacionar algumas discussões no que tange ao clima, recursos naturais e cidades. A indústria automobilística cresce desenfreadamente. Ciclistas militantes buscam mudanças radicais na mobilidade das grandes cidades. As diferenças no uso de bicicletas e de carros são gritantes em comparação entre algumas cidades, como São Paulo e Copenhague.

Direção: Fredrik Gertten
Gênero: Documentário
Nacionalidade: Suécia
Duração: 90 min.
Classificação: 10 anos

Participantes do bate-papo após a sessão: Cleonir Costa e Rafael Carneiro.



Local: Centro Cultural Vidal Ramos - Sesc (Rua Vidal Ramos Junior, 152, Centro, Lages/SC) 
Horário: 19 horas


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quinta-feira, 1 de junho de 2017

TEDxLages


Ano passado nosso TEDx falou sobre Novos Modelos Mentais para um novo mundo, nós queríamos falar sobre pessoas que estavam pensando sua comunidade de forma diferente, pessoas que estava fazendo projetos diferentes e causando um grande impacto em sua comunidade. E conseguimos, nós reunimos pessoas incríveis falando ideias inspiradoras, falamos sobre empreendedorismo, sustentabilidade, mobilidade urbana, legado, literatura, educação, voluntariado e para encerrar o dia um show de Blues.

Desde então nossa equipe vem se perguntando o que acontece depois que se atinge um Novo Modelo mental, e era sobre isso que gostaríamos de falar em um próximo TEDx. Então pensamos, buscamos fontes e mais fontes, nos inspiramos, conversamos com muita gente...

Enfim, nós estamos muito felizes por poder anunciar a vocês nosso tema para o TEDxLages2018.

A imagem pode conter: texto

EXCEDENTE COGNITIVO
É a habilidade das pessoas contribuir e colaborar voluntariando-se em projetos, projetos estes que podem causar impacto positivo dentro de suas comunidades.
Segundo nosso grande inspirador Clay Shirky no mundo existem mais de 1 trlhão de horas livres durante o ano que podem ser destinadas a contribuir com algum projeto.
Então, convidamos você a mais uma vez nos ajudar a construir o TEDxLages. Nossa equipe já esta planejando os próximos passos, mas o TEDxLages só será o TEDxLages se você ajudar a espalhar ideias.
Se você quiser apoiar o TEDxLages entre em contato com nossa equipe o/.

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Sim, a escola está destruindo gerações


Aviso: texto longo e disruptivo, com reflexões polêmicas que requerem uma grande capacidade de abstração e um desprendimento dos modelos vigentes. Estou avisando antes pra você não perder seu tempo, caso ache que está tudo certo no mundo.


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Imagem da Internet





























Por que uma criança deve estudar?


Para ser formada como cidadã que terá um papel na sociedade, trabalhando para ter seu sustento, para realizar seus sonhos e colaborar com os menos favorecidos.


O estudo não tem um fim em si mesmo, do tipo “o estudo dignifica o homem”. Não, o trabalho dignifica o homem. Ou seja, o que você realiza dignifica. Logo, numa determinada fase de sua vida você supostamente deveria se preparar para numa outra produzir e gerar valor.


O estudo sem propósito é perda de tempo. Essa afirmação soa quase como uma heresia escandalosa aos ouvidos de quem por anos foi condicionado a pensar no estudo como atividade fim e não como meio. Estudar por estudar é típico de alguém que ainda não encontrou seu propósito e por isso continua fazendo as coisas por fazer.


No entanto, o ato de estudar, ou seja, participar de uma classe a fim de adquirir informações sobre as disciplinas definidas pelo governo está muito longe de ser o suficiente para preparar alguém para adquirir essa relevância na sociedade. Até porque a definição do currículo escolar foi feita há quase um século.


Porém, o mundo mudou, as necessidades mudaram, as ferramentas são outras e a quantidade de informação a que nossos jovens são expostos é muito maior. Não é por acaso que, como consequência dessa realidade, testemunhamos o aumento brutal no diagnóstico de TDAH - Transtorno de Déficit de Atenção por Hiperatividade, o que fez com que drogas como a Ritalina tenha encontrado no Brasil seu segundo maior mercado consumidor do mundo. Nossas crianças é que estão doentes ou seriam as nossas escolas?


Aquela escola que tem o papel de transferência de conteúdo a cada dia se torna mais insignificante, num mundo onde as informações estão acessíveis a todos, à distância de apenas um clique.


Por isso, o modelo educacional vigente está falindo e definhando a cada ano. Isso acontece sem que muitos envolvidos nesse processo estejam percebendo. Até porque esse modelo está associado às formas mais convencionais de sustento de um cidadão, que é o emprego. Por sua vez, o emprego tradicional, na forma como conhecemos, perde valor a cada dia, enquanto outras formas de produção ganham mais espaço no mundo. Marketing multinível, produção de conteúdo na internet, micro-franquias, vendas diretas, marketing digital, dentre outros modelos que têm crescido em todo o mundo e que já contam com milhões de pessoa dedicando-se a eles.


Não quero entrar no mérito de discutir sobre cada um desses modelos, mas a existência deles e seu crescimento é a maior prova de que as pessoas estão cansadas de se sentirem escravas, de terem suas agendas tomadas e não terem tempo para desfrutar da família e da vida em troca de um salário sobre o qual não têm controle.


Com o aumento do trânsito nas grandes cidades, das filas intermináveis e engarrafamentos de desafiarem os nervos, aliado ao aumento da violência urbana, tem provocado um aumento nos casos de síndrome do pânico. Como resultado, o consumo de educação pela internet, por exemplo, não para de crescer.


Por que alguém vai pegar um carro, dirigir por minutos ou horas, correndo risco de ser assaltado, gastando com estacionamentos cada vez mais caros, para ir numa faculdade? Ele estuda online, gasta menos, com qualidade e ainda sobra mais tempo para trabalhar, construir seus projetos, fazer outras coisas de que gosta ou simplesmente viver a vida.


Vamos agora falar sobre conteúdo. Eu vejo muito, mas muito valor na pré-escola. É o momento em que a criança tem uma de suas primeiras experiências sociais, desenvolve suas habilidades cognitivas, coordenação motora e é alfabetizada. É uma educação altamente produtiva.


Da 1ª a 4ª séries, a concentração em português, matemática e ciências, traz um conteúdo interessante e importante para a base da educação dessa criança. O problema é que o formato falido da educação vigente já começa a colocar a cabeça para fora. Estou falando de uma sala enfileirada, a maldita prova que induz a decoreba e a busca por notinhas na média começam a aparecer nessa fase. Uma pena, pois apesar desse formato nojento, o conteúdo dessa fase é bem importante.


Da 5ª série até o último ano do ensino médio é quando tudo desanda. Ou seja, entre os 11 e 17 anos. Algum pedagogo infeliz definiu esse conteúdo a ser despejado no cérebro dos jovens. A quantidade de informações inúteis, desnecessárias e irrelevantes é impressionante.


Nessa fase, seria imensamente importante a preparação para a vida. Não me refiro a preparação para o emprego. Não! Falo de preparação para a vida mesmo.


Até hoje, sou capaz de montar no mínimo 70% de uma tabela periódica, com os elementos químicos e suas posições organizadas em grupos. Não vou recitar o nome deles aqui para não ficar chato. Até hoje não esqueci e não me pergunte a razão. O fato é que essa informação ocupa um espaço valioso em meu cérebro que não me serve para nada. Talvez se eu trabalhasse com farmácia ou química industrial tivesse algum valor, mas não para 99% das pessoas. Se é inútil para 99% das pessoas, por que perder tempo com isso na escola?


Para não detalhar muito entrando em muitos detalhes, para resumir, eu me atrevo a dizer que mais de 70% do que se estuda entre a 5ª série e o 3º ano do ensino médio não tem sentido algum e ficará no esquecimento. Sou exceção que me lembro de pelo menos 70% da tabela periódica e do nome dos elementos químicos dos principais grupos. É o seu caso? Você se lembra dos nomes dos elementos químicos que fazem parte do grupo dos metais alcalinos? Se a resposta é não, você não está perdendo nada. Se você se lembra, desde a 8ª série, que este grupo é formado por Lítio, Sódio, Potássio, Rubídio, Césio e Frâncio, como eu acabei de me lembrar, aconselho procurar um médico.


Pense comigo. Não seria mais importante que os nossos jovens estudassem e fossem treinados para:


1. Falar em público - Estatisticamente, falar em público é o maior medo das pessoas. Elas não têm boa oratória, o que é muito importante para o crescimento profissional e liderança. Como alguém passa mais de 15 anos participando de uma educação que não o preparou para ter uma boa oratória? Foi falta de tempo? Não. Você estava ocupado estudando as briófitas, as mitocôndrias ou decorando os gases nobres.


2. Direito - Não me refiro ao Direito estudado por quem deseja ser um advogado, mas ao direito de cada cidadão. As regras do jogo. Quer jogar o jogo sem saber as regras? Falo em direito do consumidor, direito civil, direito tributário, direito comercial...


3. Nutrição - As taxas de obesidade crescem em todo o mundo. Nutrição é algo que deve ser estudado todas as semanas.


4. Finanças pessoais - O nível de endividamento, cálculo de juros para financiamentos, negociação, gestão de seu patrimônio etc. É inacreditável que se perca tanto tempo numa escola sem aprender a gerir a sua própria vida.


5. Inteligência emocional - Como reagir a situações adversas, aprender a perder para ganhar, saber se colocar no lugar dos outros, empatia, de novo liderança, saber trabalhar em grupo, como lidar com a ansiedade, com as frustrações, com o medo etc.


6. Empreendedorismo - Não apenas na forma de se ter uma empresa, mas também como empreender numa carreira profissional, empreender com a mesada, estímulos para startups na internet, blogs, conteúdo no YouTube e redes sociais com o foco na criação de audiências.


7. Esporte em alta performance - O esporte traz consigo ensinamentos importantíssimos para a vida. Foco, trabalho em equipe, inteligência emocional, determinação, trabalho em grupo. O esporte é riquíssimo para o desenvolvimento dessas habilidades.


8. Primeiros socorros e principais conhecimentos sobre o atendimento de jovens velhos e crianças.


9. Política e sociologia de forma isenta e não doutrinária.


10. Serviço social e trabalho voluntário em comunidades carentes. Além da experiência valiosíssima de lidar com os mais necessitados, a abordagem humana e ter acesso às contradições da sociedade trariam questionamentos valiosos para os futuros pensadores.


11. Idioma estrangeiro com qualidade - Ter inglês como disciplina estudada em todas as escolas e apenas 3% da população dominar o idioma é mais uma prova do fracasso do modelo educacional vigente. É inaceitável que menos de 100% de nossos alunos cheguem ao final do ensino médio e não falem no mínimo 3 idiomas. Tem tempo para isso, mas a competência das escolas atuais passa longe.


12. Na língua portuguesa, interpretação de textos e redação. Uma atividade a ser desenvolvida todos os dias. Treinando a forma e desenvolvendo pensadores que se expressam muito bem, tanto de forma oral como escrita. Experimente pedir para um grupo de 100 jovens recém formados numa universidade para eles escreverem uma redação para você ver o nível baixíssimo de anos estudando nesse sistema vigente.


Responsabilidades


O governo é responsável por esse modelo pouco produtivo de educação. O MEC é quem regula isso e impõe às escolas esse currículo. Ou seja, se uma escola decidir ensinar tudo o que disse acima e abolir a tabela periódica, por exemplo, ela, mesmo privada, poderá ter seu registro cassado e seus alunos terão um diploma não reconhecido.


Até o ano passado, fui sócio de um grupo educacional expressivo com mais de 1.800 escolas de ensino médio e fundamental no Brasil, que tem mais de 500 mil alunos. Conheço bem o que digo. Vendi para o fundo soberano do Governo da Cingapura.
Meus filhos, 15, 13 e 4 anos de idade, sabem tudo o que penso a respeito desse assunto e por dois anos ficaram fora da escola. Estudaram em casa, enquanto moramos na Espanha e Inglaterra. Aqui em Portugal, eles voltaram para uma escola convencional, mas a educação deles não pertence a essa escola, ainda que seja considerada uma das melhores da Europa. Eles aprenderam a jogar o jogo e nos dedicamos a prepará-los dentro de outros paradigmas, muito longe de alguns conceitos ensinados lá dentro.



Talvez um dia eu realize o sonho de construir uma escola que contrarie tudo isso, que peite esse esquema, que ignore a falsa importância de um diploma e que forme pessoas para serem relevantes na sociedade com todas as habilidades acima, em vez de uma manada de seres humanos padronizados em busca de um diploma para arranjarem um emprego e pagarem suas contas. Agem assim, porque foram ensinados assim, treinadas assim e adestradas desse jeitinho.



Fonte: Flávio Augusto - http://www.administradores.com.br/